| | ano 1 | edição 1 | florianópolis, 5 de março de 2008 | | ||||||||||||||||||||
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Memórias de um indigente Luiz Mário Teixeira Moreira Ele havia acordado diferente aquele dia. Antes de abrir os olhos deu um bocejo e espreguiçou-se. Abriu os olhos. Um susto! - Que lugar estou? - pensou, enquanto o seu coração acelerado estava pra sair pela boca. Não lembrava absolutamente de nada da noite anterior. Tentou levantar-se, mas o seu corpo doía, tinha a cabeça pesada, parecia que os miolos estavam soltos lá dentro. Esboçou um grito, mas nada saía. Estava num lugar com pouca luz, uma espécie de quarto onde havia somente a cama onde encontrava-se deitado. Precisava ficar calmo, afinal, sem poder levantar, falar ou mesmo lembrar-se do dia anterior, se o desespero o dominasse certamente as coisas ficariam ainda piores. Lembrou-se da família. É isso, a família! Apesar de ter tido a impressão de que há pouco os vira, recordou também de uma briga que tivera com o pai. Esforçou-se mais uma vez, mas tinha somente aquelas informações. Olhou para a porta do quarto que estava entreaberta e viu na parede um calendário digital que marcava "26 de fevereiro de 2007". Neste exato momento entrou um homem vestido de branco, com a seguinte descrição no jaleco: "Sanatório São João". O autor Luiz Mário Teixeira Moreira, 23 anos, Coaraci, sul da Bahia, cursa o 5º ano de Psicologia, na Faculdade Ruy Barbosa, em Salvador, onde mora atualmente. Contato: pimpinhomoreira@hotmail.com. |
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