| | ano 1 | edição 1 | florianópolis, 5 de março de 2008 | | ||||||||||||||||||||
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Pauta é uma seção aberta para questionamentos, reflexões e indagações do mundo, da vida e da arte, que se põem diante de nós. É, vamos pensar um pouco... Diabolus in musica da harmonia Diego Cervelin 1. A arte como projeto de formação de cidadania/civilidade e aparato policial são dois dispositivos que permitem a coexistência, num mesmo espaço e num mesmo tempo, de cultura e barbárie. 2. Para além do belo desinteressado kantiano ou de uma idéia do Bem, a política se apresenta como um projeto de arte: o campo de concentração... e a pele humana como tela destinada a receber os traços que dão identidade à Nação. 3. Espetáculo: se a linguagem, o ser lingüístico do homem, é o espetáculo e se o verdadeiro objetivo do capital não era apenas a expropriação da capacidade produtiva humana, mas, mais ainda, incluía a alienação da própria linguagem – como reconhece Giorgio Agamben em sua leitura de Guy Debord – o que é arte? 4. Para fazer com que os índios do Novo Mundo partilhassem do mesmo pão na grande mesa de Roma e tivessem lei, rei e fé, os jesuítas utilizaram violinos e organistas, tal qual Domenico Zipoli, que abandonou a Chiesa del Gesù para morrer em Córdoba. Para conferir cidadania, a OSESP ensina o que é um violino. No fim, sempre o mesmo exotismo: índios cantando Laudade pueri Dominus diante da rainha da França ou o funk como estratégica válvula de escape para liberar o GOZO da massa que vive na Tijuca. 5. Se a relação entre meios e fins faz com que uma orquestra também seja uma tropa de elite, o que é arte? |
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