| ano 1 | edição 1 | florianópolis, 5 de março de 2008 |
 
 
       
 
estante

O homem, o imperfeito bibliotecário, pode ser obra do acaso ou dos demiurgos malévolos; o universo, com a sua elegante dota­ção de estantes, de tomos enigmáticos, de infatigáveis escadas para o via­jante e de latrinas para o bibliotecário sentado, só pode ser obra de um deus. Para perceber a distância que existe entre o divino e o humano, basta comparar estes rudes símbolos trêmulos que a minha falível mão garatuja na capa de um livro, com as letras orgânicas do interior: pon­tuais, delicadas, negríssimas, inimitavelmente simétricas.
Jorge Luís Borges, Biblioteca de Babel.

Espaço reservado à publicação de trabalhos, ensaios, pesquisas que tenham como objeto a literatura e outras artes. Está voltada, a priori, aos colaboradores da revista.

DEVIRES DE/COM MÁRIO EM SILVIANO
(ou: retornos falseados ao pai)

George Luiz França

Florianópolis, agosto de 2007...

 

Kabale und Liebe – o poema entre facas muitos finas:
Mistérios da poética de erros ortográficos de Adília Lopes.

Aline Natureza

A poética de Adília Lopes propõe uma leitura através das banalidades e gravidades do poema...

 

Modernidade: Perda da aura e morte da narrativa

Karina Zendron da Cunha

A palavra modernidade vem do latim, modus hodiernus, ou seja, modo de hoje. Mas o que vem ser esse modo de hoje...

 

Os caminhos bifurcados da linguagem de Ana Cristina César:
Uma análise de Sete chaves

Evandro de Sousa

“As sete chaves” de Ana Cristina se enquadra como um poema livre, sendo composto por 12 versos livres (ou períodos), sem rima, dentro dos quais...

 

Sobre autoria: Camões ou Borges, tanto faz

Helena Gouveia

A obra de Borges, segundo a idéia de Antoine Compagnon, representa, sem dúvida, a exploração e a exaustão do campo da reescrita...

 
       
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