| | ano 1 | edição 1 | florianópolis, 5 de março de 2008 | | ||||||||||||||||||||
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d e s t e r r a d o s Bom, o que é uma ilha? Isso é uma questão interessante e, como muitas coisas, depende do ponto de vista. Diz-se que é substantivo comum, designando uma porção de terra cercada por água em toda sua periferia, elevação de terreno, geralmente poupado pelas inundações, local desolado ou distante, que geralmente não é afetado pelo seu entorno, pode estar ligado diretamente a náufragos ou tradicionalistas ferrenhos. No caso de nossa ilha o que temos: Primeiro, um problema ferrenho de identidade, que nos põe entre o Estado e a Fé, entre Floriano e uma das acepções da Virgem com o menino. Há ainda o paganismo de Ilha da magia. Segundo, o que temos aqui? È complicado até mesmo encontrar livros do “grande poeta”, do Cisne Negro por aqui... Para não falar na efervescência cultural que a ilha exala... Terceiro, não vou listas os espaços culturais de que a ilha dispõe, mas basta por o sintagma “FLORIANÓPOLIS” no Google (o novo Oráculo da Matriz) e o que se tem são coisas do estilo: “Florianópolis possui opções de praias para todos os gostos...”. Não vou reclamar das praias, óbvio que não, não seria hipócrita (conheço alguns intelectuais que conseguem conviver tranquilamente na praia na cia. de M. Derrida). Tudo é questão de sobrevivência, mas para corromper um pouco a bíblia, fico nesta: “Nem só na praia vive o homem”. Que Nossa Senhora do Desterro nos proteja! Ev. |
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